segunda-feira, 7 de maio de 2012

Quotas raciais – injustiça social

Paulo Stanich Neto

 
O tema colocado em discussão à sociedade brasileira sobre as quotas raciais nas universidades traz a falsa impressão que finalmente este ato é um passo significativo na tão ensejada justiça social, sobretudo quando esta ação afirmativa vem beneficiar duas categorias raciais que mais sofreram no processo civizatório-econômico do Brasil, quais sejam: os negros e indígenas.
Obviamente quando se fala em exclusão social, estes dois grupos étnicos que compõem o povo pátrio aparecem mais latentemente como vítimas da segregação social, em virtude da própria história que os submeteram a séculos de injustiças, que todos nós conhecemos muito bem, e das atuais formas de exclusão que no caso da população negra se dá através do racismo velado e hipócrita da nossa falsa “ Democracia Racial “, bem como do desamparo estatal social  e  sobretudo econômico que em uma nação declaradamente  capitalista,  conduz esta parte da população à condições desumanas. Quanto aos índíos também há preconceito racial, sobretudo nas regiões onde vivem, há o desrespeito à posse de suas terras que provoca o maior impacto neste grupo étnico.

A EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR

A expansão do Ensino Superior no País, promovida pelo MEC (Ministério da Educação) a partir da década de 1990, levou a mercantilização das instituições com fusões que resultaram em gigantes da Educação, inclusive, com abertura de capital na Bolsa de Valores.

A educação como uma forma de negócio traz seus efeitos - alguns benéficos e outros nem tanto - e a mudança também vem sendo sentida no Grande ABC, onde cursos e instituições pipocam. Mas no mesmo ritmo, crescem problemas e reclamações, que incluem desde a qualidade do ensino até cobranças e restrições indevidas.

Número de cursos triplicou em dez anos:

Para alunos e especialistas ouvidos, a proliferação de cursos está afetando a qualidade do ensino. Em todo o Estado são 6.307 cursos, segundo dados do Censo da Educação Superior divulgado em 2009. O número, referente a 2008, triplicou em dez anos - em 1998 eram 1.813.

"Quando se fala em mercantilização do Ensino Superior também está implícito a queda da qualidade do ensino e do serviço. A expansão dos cursos de graduação foi uma exigência do Banco Mundial para os empréstimos ao País. Para o banco, é mais importante que haja mais pessoas nas universidades mesmo não obtendo qualidade", explicou a professora Maria Angela Barbato Carneiro, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São ao Paulo) e especialista em políticas educacionais.

Ela ressalta que os índices de crescimento das instituições e seus respectivos cursos são dados sem relacionar o aumento da população apta para ingressar no Ensino Superior, o que dificultaria uma análise mais correta do sobre o fato.

Professor:
Outro ponto destacado pela educadora é a formação do professor e a devida valorização do profissional universitário, que muitas vezes precisa dar conta de uma sala com até 200 alunos, quando o ideal seria até 40. Segundo ela, para cada uma hora de aula são necessárias quatro de preparação.


MICHELLE CAROLINE, MARCIA DOS SANTOS, ANE MARRE

A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR

Nos dias atuais muito se discute a cerca da quantidade e qualidade de cursos de nível superior no Brasil. Entretanto - no Brasil - até final do séc. XIX existiam apenas 24 estabelecimentos de ensino superior, com cerca de 10.000 estudantes.

O início do ensino superior no Brasil deu-se em 1808 com a chegada da família real portuguesa ao país.
Contudo, a iniciativa privada e a "expansão" do ensino superior somente aconteceram muito tempo depois com a Constituição da República de 1891 que descentralizou a oferta de ensino superior, permitindo que os governos estaduais e a iniciativa privada criassem seus próprios estabelecimentos.

No ano de 1933 as primeiras estatísticas sobre a educação contavam com 64,4% de instituições na iniciativa privada, sendo que tal fato praticamente não se alterou até meados de 1960.

A demanda não absorvida pelo estado abriu espaço à iniciativa privada.
Em três décadas e meia - ou seja, de 1660 ate os dias atuais - o ensino superior brasileiro contou com significativas mudanças tanto no funcionamento quanto em sua configuração, tais como, titulação dos docentes, institucionalização da pesquisa e da produção intelectual, qualidade da formação oferecida, diversidade de oferta de cursos, dentre outros.

Na década de 1990 através de um estudo a proporção de estudantes oriundos de famílias com renda acima de 10 salários mínimos ultrapassava os 60% tanto no setor público quanto no privado -, observou-se que o acesso ao ensino superior é maior entre a classe social mais elevada o que vai ao desencontro da "crença" de que os menos favorecidos é que freqüentam o ensino privado. Tal fato se dá ao contrário do que se imagina não por falta de vagas. O que ocorre é uma deficiência no ensino fundamental e ainda problemas sociais.

O fato é que, expressivas e significativas mudanças acompanham os dias atuais e da mesma forma independente da classe social - o ensino superior.Inobstante o crescimento e demanda por cursos em nível superior, a diversidade se faz uma constante.

Vivemos, hoje, a era da rápida informação. Os mecanismos de acesso estão cada vez mais rápidos. A dinâmica e a velocidade cada vez maior das mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais da sociedade moderna refletem cada vez mais no ensino e no que ensinar. Há algum tempo atrás as mudanças significativas na vida humana exigiriam no mínimo o tempo correspondente a uma geração para ocorrer.

Entretanto, gradativamente, passaram a ser imprevisíveis.
À universidade resta o compromisso de gerar o saber, o qual está interligado a verdade, justiça e igualdade. Entretanto a quantidade de ofertas no ensino superior não reflete, necessariamente, qualidade. Observa-se que os formandos deixam suas cadeiras e partem rumo à vida profissional, carentes de o verdadeiro saber. Tal fato se deve ao distanciamento entre o conteúdo das disciplinas - constante nos currículos - e a velocidade das transformações nos variados campos do conhecimento científico e tecnológico. O ingresso ao mercado de trabalho torna-se extremamente penoso à medida que o profissional carece de uma boa formação universitária.

A melhor qualificação dos professores, aliada a novas tendências ou correntes pedagógicas se faz urgente. Necessário se faz que alunos e professores interajam e tornem-se um instrumento de crescimento em busca do saber. A humanização do ensino há de ser imperativa.


MICHELLE CAROLINE, MARCIA DOS SANTOS, ANE MARRE

EDUCAÇÃO

GREVE

 

QUOTAS OU COTAS RACIAIS

Este artigo apresenta e discute dados referentes à aplicação de
um questionário voltado para variáveis de classificação racial e
opinião sobre a política de cotas para negros em uma amostra de
476 alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública de
um município periférico da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Buscamos compreender os elementos que informam as classificações
de cor ou raça, bem como o posicionamento que esses alunos
tomavam frente à política de cotas que poderia beneficiá-los no
acesso a uma universidade pública.

Deve-se ressaltar que os alunos
entrevistados estariam em breve frente à possibilidade de disputar
uma vaga no Ensino Superior em um vestibular com cotas raciais
numa universidade pública que mantém um campus no próprio
município onde estudam e residem.

Essa problemática e esse tipo
de investigação nos parecem fundamentais na atualidade, pois
as cotas para negros que vêm sendo implantadas desde 2003
em várias instituições de Ensino Superior têm sofrido críticas e
atravessado controvérsias jurídicas também por conta das formas
de classificação propostas.

Na pesquisa realizada, foi possível avançar na discussão de como
as opções de classificação racial até o momento utilizadas nessas
políticas se relacionam com os formatos de auto-identificação e
de identificação do outro, comumente presentes no cotidiano
das escolas pesquisadas, bem como verificar como a idéia de
cota racial é avaliada pelos seus possíveis beneficiários.



MICHELLE CAROLINE, MARCIA DOS SANTOS, ANE MARRE

ALUNOS E PROFESSORES AMIGOS NO FACEBOOK?


De olho no universo escolar, a empresa de Zuckerberg criou um 'manual de conduta', mas o uso de redes sociais não é unanimidade nas escolas. Por Tory Oliveira. Ilustração: Nina Moraes

Os professores são o novo alvo do Facebook, rede social que, com sete anos de vida, reúne pelo menos 750 milhões de usuários em todo o mundo – no Brasil eram 6 milhões em 2010, data do último dado oficial. De olho no universo escolar, a empresa de Mark Zuckerberg criou uma espécie de “manual de uso”. Gratuito para download, o guia Facebook for Educators (disponível ainda apenas em língua inglesa) traz 18 páginas com orientações e possibilidades de uso em sala de aula elaboradas por dois consultores em educação e tecnologia, Linda Fogg Phillips e Derek Baird, além do psicólogo BJ Fogg. A proposta chega no momento em que as questões ligadas à internet estão em efervescência na escola. Afinal, as redes sociais devem ou não ser usadas para fins educativos?

GUIA PARA AUXILIAR EDUCADORES QUANTO AO USO DO FACEBOOK


14 de maio de 2011

O Facebook lançou essa semana o “Guia Facebook para Educadores”, um material gratuito e fácil de baixar que tem como proposta ajudar professores do mundo todo a entenderem a rede social e utilizarem-na como ferramenta pedagógica em sala de aula. O material, disponível no site (http://facebookforeducators.org), é apresentado por enquanto apenas na versão em inglês. Porém, a rede social informou que já há projetos de tradução e que espera, em breve, oferecer o conteúdo em português.

APLICAÇÕES DO FACEBOOK NA EDUCAÇÃO



Enquanto o uso de email tem caído entre os alunos, a comunicação por redes sociais tem aumentado. Nesse sentido, como plataforma para comunicação, o Facebook já ocupa um espaço importante na educação.
pesquisa de Mazer, Murphy e Simonds, por exemplo, conclui que perfis de professores no Facebook ricos em informações pessoais geraram motivação prévia dos alunos, aprendizado afetivo e maior credibilidade para o professor. Outra pesquisa, de Sturgeon e Walker, concluiu que os alunos têm mais vontade de se comunicar com seus professores se eles já os conhecem no Facebook. Para os autores, haveria evidências suficientes de que as relações entre alunos e professores construídas no Facebook podem gerar um canal de comunicação mais aberto, resultando em ambientes de aprendizagem mais ricos e maior envolvimento dos alunos.

sábado, 5 de maio de 2012

ALFABETIZAÇÃO



Uma nação não consegue se desenvolver plenamente se não tem como base principal a educação. Infelizmente, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar este ideal. Existem vários programas e maneiras que se usam para alfabetizar. É uma tarefa difícil, principalmente quando falamos de Brasil, um país que passou boa parte de sua história sendo dominado, quando o acesso à educação era privilégio de poucas pessoas. É hora de refletir e exigir ações para que todos os brasileiros possam ser alfabetizados.