O Ministério da Educação divulgou nesta segunda uma análise dos resultados do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Os números mostram algum avanço na qualidade do ensino nos últimos dois anos.
O Ideb é o principal indicador da qualidade do ensino brasileiro. Leva em conta as aprovações, reprovações, a evasão escolar e as notas dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A pontuação vai de 0 a 10.
As regiões Norte e Nordeste registram os piores resultados do Ideb. As melhoras notas são dos estados das regiões Sul e Sudeste.
Minas Gerais e Distrito Federal lideram o ranking dos estudantes de primeira à quarta série. Em terceiro lugar, aparece São Paulo. Em todos os estados, as escolas cumpriram a meta proposta pelo MEC para o ano passado.
No ensino médio, destaque para o Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Cinco estados, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Piauí e Roraima não atingiram os resultados esperados.
Apesar do desempenho ruim de alguns estados, o Ideb nacional dos ensinos fundamental e médio ficou acima da meta do governo.
Com destaque para os alunos de primeira à quarta série que tiveram nota 4,6. Mas a média do estudante brasileiro ainda está distante da nota 6 registrada na maioria dos países desenvolvidos. O governo espera atingir esse número em 2021.
O governo comemorou os números da pesquisa. “Está tendo sim um aumento que se demonstra que a educação brasileira está num caminho de melhoria da qualidade”, acredita Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep.
O especialista em educação Cláudio de Moura Castro diz que os números mostram uma melhoria nos primeiros anos do ensino fundamental, mas deixam claro que é preciso fazer mudanças no ensino médio.
“Ele é muito distante do mundo dos alunos, ele é desmotivador, ele é muito difícil, ele é muito abstrato, ele não sabe se prepara pro vestibular, se prepara pra vida, se prepara pra formação profissional, ele tem uma inerente ambiguidade nos seus papéis”.
Triste pensar que as regiões mais carentes do Brasil ainda sofrem com o descaso do poder público e das autoridades educacionais. Regiões como Norte e Nordeste são renegadas descaradamente. Nestes lugares o IDEB sofre modificação direta da realidade social em que os alunos estão inseridos, com precariedade de infra estrutura e localização. A extrema pobreza e miséria são fatores que influenciam na vida e educação desses alunos.
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