segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jornal Nacional mostra avanço na qualidade de ensino no Brasil

O Ministério da Educação divulgou uma análise dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Norte e o Nordeste registraram os piores resultados.
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda uma análise dos resultados do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Os números mostram algum avanço na qualidade do ensino nos últimos dois anos.
O Ideb é o principal indicador da qualidade do ensino brasileiro. Leva em conta as aprovações, reprovações, a evasão escolar e as notas dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A pontuação vai de 0 a 10.
As regiões Norte e Nordeste registram os piores resultados do Ideb. As melhoras notas são dos estados das regiões Sul e Sudeste.
Minas Gerais e Distrito Federal lideram o ranking dos estudantes de primeira à quarta série. Em terceiro lugar, aparece São Paulo. Em todos os estados, as escolas cumpriram a meta proposta pelo MEC para o ano passado.
De quinta à oitava série, São Paulo e Santa Catarina tiveram os melhores resultados. O Distrito Federal tem a terceira melhor nota. Três estados ficaram abaixo da meta: Amapá, Rondônia e Pará.
No ensino médio, destaque para o Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Cinco estados, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Piauí e Roraima não atingiram os resultados esperados.
Apesar do desempenho ruim de alguns estados, o Ideb nacional dos ensinos fundamental e médio ficou acima da meta do governo.
Com destaque para os alunos de primeira à quarta série que tiveram nota 4,6. Mas a média do estudante brasileiro ainda está distante da nota 6 registrada na maioria dos países desenvolvidos. O governo espera atingir esse número em 2021.
O governo comemorou os números da pesquisa. “Está tendo sim um aumento que se demonstra que a educação brasileira está num caminho de melhoria da qualidade”, acredita Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep.
O especialista em educação Cláudio de Moura Castro diz que os números mostram uma melhoria nos primeiros anos do ensino fundamental, mas deixam claro que é preciso fazer mudanças no ensino médio.
“Ele é muito distante do mundo dos alunos, ele é desmotivador, ele é muito difícil, ele é muito abstrato, ele não sabe se prepara pro vestibular, se prepara pra vida, se prepara pra formação profissional, ele tem uma inerente ambiguidade nos seus papéis”.

Um comentário:

  1. Triste pensar que as regiões mais carentes do Brasil ainda sofrem com o descaso do poder público e das autoridades educacionais. Regiões como Norte e Nordeste são renegadas descaradamente. Nestes lugares o IDEB sofre modificação direta da realidade social em que os alunos estão inseridos, com precariedade de infra estrutura e localização. A extrema pobreza e miséria são fatores que influenciam na vida e educação desses alunos.

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